“Mãe da Cracolândia”: Jovem cristã de 30 anos cuida de 500 crianças: “Vivo pela fé todos os dias”.

Publicado por em 17 de maio de 2018

Doar a própria vida em favor do próximo, exercendo o amor ensinado por Cristo, é uma prática vivenciada diariamente por uma jovem que atua em um projeto criado por ela na região da Cracolândia. Joana Machado Rodrigues, de apenas 30 anos, traduz em sua vida como a mensagem do evangelho pode ser levada aos que precisam através do acolhimento humano.

Enfermeira, desde 2010 ela lidera o projeto “Novos Sonhos”, onde oferece aulas gratuitas de balé, jiu-jítsu, música, futebol, skate e reforço escolar para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, além de cuidados médicos, acompanhamento psicológico e assistência social.

“O mais importante é acolhermos todos, criarmos um relacionamento. Não pode ser só uma cesta básica, um ensino bíblico e ações sociais”, disse Joana, que é filha do Pastor Humberto Machado, fundador do projeto Cristolândia, um centro de reabilitação de usuários de drogas que se tornou referência no Brasil e é vinculado à Junta de Missões Nacionais e a Convenção Batista Brasileira.

Joana enfatizou que é necessário haver relacionamento, contato humano e comprometimento com a vida das crianças, e não apenas a doação de produtos ou abordagens pontuais: “As crianças não vivem disso, vivem de relacionamentos e a gente realmente faz parte da vida delas”, disse ela, segundo uma publicação do UOL.

“Quando renunciei minha juventude disse: ‘estou aqui para viver intensamente’. Dedico minha vida a esse projeto porque amo muito tudo isso e sou Grata ao que fizeram pela minha família”, acrescentou.

Joana se inspirou com o exemplo dos pais, que superaram o uso de drogas no passado e atualmente dedicam suas vidas ao resgate de outros usuários e pessoas em situação de risco:

“Cresci com a minha casa repleta de gente. Era o morador de rua que minha mãe levava para tomar um banho e aparar a barba; o bebê que ela levava para trocar a fralda e alimentar ou o ex-detento (a) que saía da prisão e não tinha para onde ir”, disse ela.

Joana e seu esposo, Lael, que também é missionário, aprenderam na prática o que é depender de Deus. Os dois decidiram confiar na providência de Deus ao doar suas vidas para o Reino, e isso tem sido comprovado pelos frutos que o trabalho deles têm gerado em outras vidas:

“Sofri muito e trabalhei para preencher os vazios. Muita coisa passou sem eu ter vivido. Renunciei a momentos de lazer, descanso. Foram decisões difíceis, mas não me arrependo, pois o que vivo hoje me motiva. Já pensei em
desistir pois viver pela fé é muito complicado. Já teve dia de não ter comida em casa, mas no dia seguinte aparecer. Ou de faltar cesta básica no projeto e logo depois surgir também. Vivo pela fé todos os dias”, declarou Joana.


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