Reflexão: O menino catador de papel

Publicado por em 15 de julho de 2021

Certa vez, André, menino catador de papel, realizando seu trabalho diário pelas ruas da
cidade, chegou a um estabelecimento muito bonito e grande, repleto de pessoas bem vestidas e pensou consigo: ­ “Aqui deve com certeza haver muitas caixas vazias… Após o expediente voltarei para falar com o dono e pedi-­las para que eu possa vendê-las.”

Quando o comércio fechou, o menino voltou à loja e viu um senhor muito alinhado na porta despedindo-se dos visitantes… Aproximando-­se, disse: ­ Senhor posso falar com o dono da loja?

­ Sou eu mesmo. O que você quer? ­ respondeu desconfiado o empresário. ­ Gostaria de saber se o senhor poderia me dar àquelas caixas para eu vendê­-las.

O empresário, com raiva, colocou o menino para fora aos gritos, ameaçando chamar a polícia, pois não tolerava pedintes em sua loja… O garoto apanhou seu carrinho de papel e saiu muito triste… Porém, alguns metros adiante, ele ouviu gemidos muito fortes vindos da loja… Correu até lá e encontrou o empresário caído no chão, acometido por um enfarto do miocárdio.

O menino clamou por ajuda, mas ninguém o escutou… Então, desocupou seu carrinho de papel e com muita dificuldade colocou aquele homem, quase moribundo, dentro do seu carrinho.

Correu até o hospital mais próximo e a vida do empresário foi salva… Dias depois, o menino passava em frente à loja e o empresário foi ao seu encontro:}

­ Meu jovem venha cá. Hoje quero que você vá até minha casa para eu lhe agradecer pelo que fez por mim.
O menino foi recebido com um grande banquete como gesto de agradecimento… Após a
sobremesa, o empresário o levou até um galpão onde se encontravam iates, carros importados e outras riquezas, todas embaladas em grandes caixas… Disse ao garoto: ­ Escolha o que você quiser deste galpão.

­ Qualquer coisa mesmo? – perguntou-­lhe o menino. ­ Sim.

O menino pensou, pensou e disse… ­ Eu quero as caixas que estão envolvendo tudo o que está no barracão. O empresário, não compreendendo, satisfez seu pedido… Passados dez anos, o empresário
encontrou o menino, agora um jovem bem arrumado e aparentando estar muito bem de vida. O empresário, que ficou intrigado com o desejo do garoto na época, perguntou-­lhe:

­ Por que você não escolheu um iate ou carro ou outro objeto valioso quando te levei até aquele galpão?

O menino respondeu­-lhe: ­ Porque para a meta que eu havia traçado para a minha vida, as caixas garantiriam o meu futuro… Meu sucesso dependia da minha dignidade e da minha força de vontade…


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